ESEC de Itapeti
SP

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Áreas de Observação

Estação Ecológica de Itapeti

Trata-se unidade de conservação de proteção integral situada no município de Mogi das Cruzes, Estado de São Paulo, que possui área de 89,47 hectares do bioma Floresta Ombrófila Densa e tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.

Segundo Morini & Miranda, na apresentação do livro Serra do Itapeti: Aspectos Históricos, Sociais e Naturalísticos, “A Serra do Itapeti está inserida junto à borda do Planalto Paulistano, na subzona conhecida como Colinas de São Paulo, caracterizada por grandes extensões de morros com topos arredondados e vertentes às vezes abruptas, de perfil retilíneo, conhecidas como os “mares de morros” da Bacia do Paraíba, com altitude que varia entre 700 a 1.160m. É uma Área de Proteção Ambiental (Lei Estadual Nº 4.529 de 18 de janeiro de 1985) e representa grande divisor de águas, de bacias hidrográficas de vital importância para o Estado, onde a vertente Norte drena para o Rio Paraíba do Sul e a vertente Sul para o Tietê. Está localizada entre os municípios de Mogi das Cruzes e Guararema, com extensão de 5,2 mil ha e até 5Km de largura, sobre base de rochas predominantes cristalinas pré-cambrianas, graníticas e gnáissicas, onde os espigões e colinas estão sustentados por sedimentos da Bacia de São Paulo e Taubaté. Deste total, apenas 442ha são legalmente protegidos na forma de Unidades de Conservação, sendo 89,7ha pertencentes à Estação Ecológica de Itapeti e 352,3ha ao Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello, ambos localizados no município de Mogi das Cruzes”.

Dizem, ainda, que “Apesar de toda a ação resultante da atuação humana – direta ou indireta – na Serra do Itapeti, o que pode ser verificado pela sistemática diminuição das áreas naturais de floresta e pela expansão da ocupação humana, a biodiversidade na Serra ainda persiste. Algumas espécies como Euterpe edulis (palmito-juçara), Dicksonia sellowiana (xaxim) e Callitrix aurita (sagui-da-serra-escuro), presentes tanto na Estação Ecológica de Itapeti como no Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello, estão citadas nas listas oficiais de flora e fauna ameaçadas de extinção. Em relação às duas Unidades de Conservação, o Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello possui o maior número de informações sobre a sua biodiversidade. Dentre os animais, esta Unidade de Conservação abriga 32 espécies de anfíbios; 185 de aves, 24 de mamíferos, 245 de borboletas; 165 de formigas, com uma espécie nova para a ciência, e 83 espécies de aranhas, das quais seis são espécies também desconhecidas até então pela ciência. Dentre as plantas, foram encontradas no Parque 122 espécies de plantas com flores e frutos, as angiospermas, sendo uma espécie nova, 67 de orquídeas (uma delas nunca encontrada no Estado de São Paulo), 87 de pteridófitas (samambaias, xaxins, licopódios e afins), além de 216 espécies de briófitas, sendo que 19 são novas ocorrências para o Estado de São Paulo. Novas ocorrências também foram verificadas para fungos zoospóricos, cuja riqueza está em torno de 38 espécies. Além disso, têm-se vários gêneros de microrganismos (alguns deles ainda desconhecidos) que habitam o interior de plantas e que possuem capacidade de produzir compostos de interesse para o ser humano. Mas, mesmo assim, esses dados representam uma minúscula parcela do conhecimento necessário sobre a biodiversidade da Serra do Itapeti, que, infelizmente, está sendo ameaçada pelo crescimento acelerado da malha urbana no entorno das únicas Unidades de Conservação que ela abriga”.

Segundo a Fundação Florestal, a ESEC de Itapeti “encontra-se aos pés da Serra do Itapeti, no bairro da Volta Fria, Mogi das Cruzes. É uma das 23 reservas de Mata Atlântica existentes em todo o Estado de São Paulo, cujo acesso é restrito, exclusivamente, a pesquisadores e técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, assim como a estudantes para fins de Educação Ambiental.

Seu solo fértil e rico na produção de água permitiu que, no passado, a Unidade fornecesse a água que abastecia a região do Santo Ângelo, principalmente o antigo Leprosário Santo Ângelo, desativado em 1952. O perímetro da represa abrange a bacia hidrográfica do Ribeirão Cachoeirinha, afluente do Rio Tietê, e apresenta cerca de 1 ha de espelho d’água sendo ladeada por floresta e vegetação de gramíneas. A Estação está dentro dos 352 ha da Serra do Itapeti que faz divisa com Suzano e Guararema. Conta ainda com segurança 24hs, administrador, estagiários e está avançando na recuperação das edificações existentes”.

Na página mantida pela Fundação Florestal na internet é enfatizado que “Outro dado importante, é a parceria entre a Estação Ecológica de Itapeti e a Pedreira Embu, que criou uma ‘Reserva Legal’ em uma área contígua e de tamanho ainda maior, 105 ha. Com isso, além da transição dos animais de uma área para a outra, se tornou possível o controle de invasores que antes entravam na Estação pela Rodovia Mogi-Dutra”.

Na página da empresa mencionada pela Fundação Florestal consta ter sido firmado um “Termo de Responsabilidade de Preservação de Reserva Legal” de uma área adjacente à Estação Ecológica de Itapeti para garantir a reabilitação dos processos ecológicos e proteger a fauna e a flora em uma área maior do que a da própria ESEC.

Referida empresa declarou, ainda, que “O objetivo da criação da Reserva Florestal da Pedreira Itapeti está além da preservação ambiental. O projeto prevê o acesso ao público geral, o que não é permitido na Estação Ecológica do Itapeti, de modo a incentivar o contato com a natureza e permitir o desenvolvimento de uma consciência ambiental na população. Estão previstas criação de trilhas com placas informativas, visitas monitoradas e outras ações que contribuirão para programas de educação ambiental”.

Para quem quiser saber mais sobre a ESEC e a região em que está inserida, recomenda-se a leitura do livro “SERRA DO ITAPETI: Aspectos Históricos, Sociais e Naturalísticos”, cujo link está indicado no campo “Referências”.

Pode-se, ainda, conhecer a região através dos vídeos Expedição Itapeti parte 1 , Parte 2 e Parte 3

História

A ESEC de Itapeti e sete outras Unidades de Conservação da mesma categoria foram criadas pelo Decreto Estadual nº 26.890, de 12 de Março de 1987, por constituírem “remanescentes florestais representativos no Estado, abrigando acervo de flora e fauna em condições de serem preservadas para que futuras gerações possam desfrutar os benefícios desta paisagem, para fins científicos, culturais e educacionais, além de seus valores como banco de germoplasma”.

Infra-estrutura

Alojamentos, áreas de camping, opções para alimentação…

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Referências